Filed under: Economia, Infraestrutura | Tags: BNDES, Construção de estádios, Economia

Em reunião realizada no último dia 27, no Palácio do Planalto, o Governo oficializou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) financiará as obras de construção e reforma dos estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014.
Os estádios que receberão as partidas do mundial terão financiamento diferenciado. Entre as facilidades asseguradas pelo BNDES, estarão maiores prazos e menores taxas de juros.
O financiamento será de até 400 milhões de reais por estádio, limitados a 75% do valor total do projeto, com carência de três anos, e até doze anos de prazo de amortização. Os demais 25% deverão ser captados pelos governos locais ou setor privado sem o auxílio do BNDES.
A linha de crédito total aprovada pelo presidente Lula, é de 4,8 bilhões de reais, com isso, as obras poderão custar até 6 bilhões de reais no total.
O mais engraçado é que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, afirmava categoricamente em 2007, quando o Brasil ainda era, apenas, candidato para sediar o mundial, que nenhum dinheiro público seria utilizado na construção de estádios. Além de a proposta inicialmente estudada prever que as três arenas privadas (Morumbi, Beira – Rio e Arena da Baixada) seriam submetidas a um modelo de financiamento com condições mais rígidas do que as aplicadas às arenas públicas. Por fim, o governo federal e o banco decidiram igualar as condições.
Alan Lima

O Brasil será sede de um evento grandioso e de visibilidade mundial. Até aí nenhuma novidade. Mas qual será a fonte de recursos para as tantas obras e reformas necessárias para suportar um acontecimento desse porte? Será que esse país, dito emergente, está preparado?
Hoje foi divulgado pela Agência Estado que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abrirá linha de crédito de R$ 400 milhões para cada uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 - 12, no caso. Morumbi (que está em busca de crédito), Beira-Rio e Arena da Baixada não receberão o financiamento, já que são estádios privados. O dinheiro público liberado para essas obras soma R$ 4,8 bilhões.
Nossa, é bastante dinheiro. O jornalista Vitor Birner reforça em seu blog essa indignação. Ele relata que poucos se dão conta de quanto dinheiro público está indo para o lixo. Justo em um país como esse, em que a população (passiva) tem tantas outras prioridades e em que o histórico de corrupção atrelado a interesses e mais interesses – políticos e econômicos – contamina tudo e transforma o fato do Brasil ser sede desse grande torneio em uma insanidade.
“Não passa do absurdo bonito e cheio de glamour que nos transforma em otários sorridentes. Como uma droga pesada e muito nociva. Mas ninguém está nem aí para isso, né?”- Vitor Birner
Alline Liber



